Luxo.
Família grande, muitos filhos ? Carro compacto e não um SUV?
Então, eles não precisam de mais nada? Você decide.
Este ano, o luxo e o que parece ser um número atordoante de diferentes segmentos de mercado, vão continuar bombando. Então, como será que as marcas de luxo vão se comportar nos próximos 12 meses? Qual serão os valores que definirão o que é luxo daqui pra frente? A resposta é "luxo será o que você quiser que seja". Afinal, o luxo está intimamente ligado a escassez (pouca quantidade de algum artigo). E, além das necessidades básicas, a escassez está no olho dos observadores, principalmente de quem tenta desesperadamente ser único. Agora que existem tantas maneiras de ser original além de simplesmente comprar o melhor e mais caro, aqui vão novas perguntas que podem ajudar a definir como a sua marca vai traduzir o luxo:
Provendo alguma coisa? Acessos? Segredos? Estórias? Tempo com as pessoas amadas? Tempo para si mesmo? Tudo num só local? Paz e silêncio? Pró meio ambiente? Mais humano? Cuidadoso? Simpático? Vantagens? Artesanal? Amigo? Perspectiva de vida a longo prazo? Família grande? Audiência? Excentricidade? Hora marcada? Informação relevante? Personalização ao extremo? Fútil mas imprescindível? Formador de opinião? Sofisticado? Dinheiro a rodo? Filantrópico? Indicador de produtos e serviços? Sábio ? Hábil? Frugal? Foco na saúde? Etiqueta? Ou um mix de tudo isso?
Na verdade, não se preocupe em perder a próxima grande onda do luxo, se concentre em defini-lo. Como? Encontre e defina o gatilho certo (status) para a sua audiência. Declare que o fim está próximo para qualquer coisa que seja fácil demais, acessível demais, poluidor demais ou conhecido demais. E aí, introduza algo diferente, apelando para segmentos que já estão prontos para pular fora de suas antigas escolhas.
Obs: Nós não estamos dizendo que o luxo tradicional está em vias de extinção.
LUGARES SELETOS: uma sub tendência que se encaixa muito bem com o ORGULHO URBANO, tendência mencionada em artigo anterior.
Nós todos sabemos que edições limitadas serão sempre uma estratégia para o segmento de luxo; é uma maneira fácil de atender ao desejo do consumidor por exclusividade e escassez num mar de mesmice. Então, por que não introduzir pontos seletos para expandir o conceito de escassez à temática da distribuição nos canais?
Este ano, venda alguma coisa especial , uma linha premium, diferente e desejável em apenas um local (um ponto de venda). Isto significa abandonar uma cadeia de distribuição vasta ou vendas pela internet, independente da geografia. Essa limitação sobre oportunidades na cadeia de distribuição vai ser compensada com entusiasmo, retornos de RP e preços compatíveis com produtos e serviços premium.
Para os consumidores, o ponto de venda único devolve a "emoção" (literalmente) de ir a algum lugar para buscar algum produto para si ou para outros. Pensando sobre isto, qual o melhor remédio para melhorar o feijão com arroz do varejo do que transformar a loja de ponta de uma grande cadeia num ponto de destino de valor novamente? E se cada uma das lojas de rede oferecesse experiências e produtos/serviços que fossem encontrados somente naquele ponto?
Assim como o ORGULHO URBANO, transformar grandes lojas de rede em pontos de venda únicos é um movimento que beneficia principalmente as grandes marcas, minimizando o lado serial (carne de vaca) e banal da maioria de seus produtos, da mesma forma que praticamente todas as marcas que exploram nichos de mercado fazem ao disponibilizar apenas LUGARES SELETOS para venderem seus produtos.
Exemplos de marcas que já estão se divertindo e fazendo uso dessa tendência:
A Bape, marca fashion japonesa, vende edições limitadas de seus produtos apenas em bairros específicos de Tokyo (Kagoshima, Harajuku, Nagoya e Matsuyama).
A Burberry tem uma linha de lojas chamada Blue Label que só existe no Japão, apresentando um estilo mais informal e prático.
A Le Labo Fragances, que possui boutiques em Nova York, LA e Tokyo e mini-shops dentro de lojas de departamento em cidades como Londres, Las Vegas e Berlin, produz uma fragrância para cada grande cidade em que atua, que só pode ser encontrada na loja local.
No Aeroporto de Heathrow, em Londres, algumas marcas projetaram produtos exclusivos que são vendidos somente no Terminal 5 do aeroporto. Os passageiros podem comprar artigos de linhas exclusivas como um pingente da Bulgari, um modelo de prata do próprio terminal produzido pela Links of London (joalheria) e um donut especial da Krispy Kreme vendido somente na loja do terminal.